As principais diferenças entre vinil adesivo calandrado e cast

As principais diferenças entre vinil adesivo calandrado e cast

A customização de veículos vem crescendo a cada dia no Brasil e no mundo, e diversas opções recheiam o mercado. Aquilo que era visto só nos filmes se tornou um estilo de vida, e hoje os carros tunados ou customizados já são uma realidade!

Uma das melhores ferramentas para dar ao seu carro uma identidade única é a customização por meio do vinil, mas o que é um vinil adesivo para customização ou envelopamento?

A origem

Tudo começou em 1935, numa pequena garagem em Pasadena, no estado americano da Califórnia, quando Stan Avery, com menos de 30 anos, munido de uma pequena serra e um empréstimo de 100 dólares, criou o PSA (sigla para Pressure Sensitive Adhesive) ou adesivo sensível a pressão. Assim nascia o primeiro autoadesivo.

Uma curiosidade é que o termo adesivo em nada tem a ver com o filme (a parte em que vai o desenho, a cor, etc., que trataremos a seguir). Adesivo nada mais é que a cola! Então, quando falamos de um vinil adesivo ou vinil autoadesivo, na verdade estamos falando de um vinil com cola!

Já o termo vinil vem de polyvinyl chloride ou policloreto de vinila – PVC. O PVC é um dos polímeros mais versáteis graças ao seu processo de fabricação, que permite a produção de peças com diversas formas, chamadas Compostos Vinílicos, que podem ser totalmente rígidos, como tubos e canos, maleáveis, como uma mangueira, ou ainda elásticos e finos, como filmes plásticos. Como você pode perceber, o vinil pode ser usado para diversos fins. Um dos mais comuns é exatamente a fabricação dos antigos discos de… – ponto para quem respondeu “vinil”! As roupas de vinil também são feitas com ele, assim como o material usado para envelopar e customizar veículos.

Como é feito o adesivo para veículos?

O processo de fabricação do vinil autoadesivo usado para carros é complexo, mas pode ser resumido em alguns passos simples. Antes de mais nada, você precisa saber que nem todos os vinis são iguais, e a principal razão disso são as diferenças no processo de fabricação .

Vinis adesivos para veículos são divididos basicamente em três tipos: calandrado, super calandrado e fundido (mais conhecido pelo termo em inglês cast).

Porém, antes de falarmos do processo de fabricação, vamos detalhar a anatomia de um vinil autoadesivo.

O vinil adesivo é formado por 4 camadas distintas: frontal, adesivo, silicone e protetor (ou liner). Frontal é muitas vezes confundido com o adesivo, uma vez que é o material que irá no veículo dando cor e textura.

Já o adesivo é a cola ativada ao se pressionar o vinil, que pode ser à base de água (a mais comum do mercado) e à base solvente (a melhor e mais eficaz).

Silicone é uma proteção que impede o adesivo de se ativar e colar o frontal (vinil) no liner.

liner é o material que protege e mantém a estrutura do vinil. Se usarmos de exemplo uma figurinha, o liner é o papel que tiramos para colar a figurinha no álbum.

Agora que você já conhece cada parte que compõe um adesivo, vamos esmiuçar um pouco mais os processos fabril para a criação do frontal.

Processo adesivo vinil calandrado

No processo calandrado, o PVC e seus aditivos – pigmentos, plastificantes (que podem ser monoméricos, menos resistentes, ou polimérico, de maior durabilidade), estabilizantes, antioxidantes e filtros – são extrusados (o PVC e seus aditivos são aquecidos em altas temperaturas, depois comprimidos em um recipiente e atravessados através de um pequeno orifício). Essa pasta então é calandrada, ou seja, passa por uma enorme máquina com diversos cilindros contrarrotantes (como uma engrenagem de relógio, mas sem os dentes) que afinam o PVC e aos poucos o tornam o frontal do adesivo.

Processo vinil adesivo super calandrado

O processo super calandrado segue o mesmo processo do calandrado, porém a pasta a ser calandrada recebe um tratamento diferenciado. Os componentes utilizados são os mesmos de um processo de cast, ou seja, são de melhor qualidade, dando ao produto uma performance superior ao calandrado comum.

Os vinis autoadesivos calandrados são indicados para adesivagem de veículos, ou seja, para a aplicação do adesivo em partes do veículo, como faixas ou detalhes, sem estressar demais o vinil, mas não são recomendados para o envelopamento, quando o vinil é aplicado em todo o veículo, inclusive nas curvas mais complexas.

Embora produtos de alta qualidade (super calandrados) como o Oracal 651 sejam usados para envelopamento, a fabricante não recomenda essa aplicação.

Espera-se que um bom adesivo não encolha, mantenha suas dimensões e espessuras, vinis autoadesivos feitos à base de monoméricos têm uma chance 5 vezes maior de encolher que um vinil como o Oracal 651 que é polimérico.

Fique sempre de olho! O encolhimento visível de um frontal é resultado de uma matéria-prima de má qualidade ou de processo de fabricação inadequado.

Adesivo vinil Fundido ou cast

No processo de cast, em vez de o PVC ser extrusado pela calandra, é desenvolvida uma mistura homogênea e líquida de resina, pigmentos, aditivos e solventes que é derramada sobre um filme de poliéster e ajustada à altura desejada com a ajuda de uma espécie de espátula. Depois essa mistura passa por uma sequência de fornos para formar o frontal. Nesse processo, a pasta não é esticada pelas calandras como no calandrado, sendo um dos motivos pelo qual não encolhe.

Por isso os adesivos cast são os ideais para envelopamento automotivo. Ao ser aplicado em um veículo, o vinil adesivo toma a forma das peças, o que garante sua conformidade e estrutura. Adesivos cast são recomendados para envelopar o veículo porque permitem a adesão em superfícies irregulares e onduladas. Além disso, vinis adesivos da linha Orafol, como o Oracal 970, são multidirecionais, permitindo a aplicação em qualquer sentido sem afetar a tonalidade. O vinil autoadesivo Oracal 970 é um vinil premium multicamadas desenvolvido especialmente para envelopamento automotivo, pois, além do processo produtivo, tem uma camada de material transparente por cima da cor, garantindo assim uma proteção extra.

Agora que já entendemos como são fabricados os frontais, falaremos um pouco da cola, dos adesivos. Como já explicamos, os adesivos são a própria cola do vinil autoadesivo. Quando falamos de produtos usados para envelopar e customizar carros, existem duas fórmulas mais comuns.

Adesivo Acrílico Aquoso

Os adesivos acrílicos à base de água são também chamados de emulsão ou dispersão. Adesivos à base de água são mais baratos que os à base de solvente, entretanto reagem mais facilmente a intempéries, como chuva, por terem a mesma base. Solventes à base de água possuem um poder de adesão inferior ao de solvente e também são mais difíceis de serem retirados da superfície do carro quando o vinil é removido (deixando aquelas desagradáveis marcas de cola, quando não são bem retirados).

Adesivos à base de solvente

Os adesivos à base de solvente são ideais para envelopamentos e customizações automotivas devido a sua durabilidade e resistência. Esses adesivos fornecem maior desempenho às intempéries a que um veículo é submetido, principalmente no Brasil, e têm uma melhor performance em todos os aspectos, principalmente aderência e resistência a produtos químicos e à água. Eles também fornecem maior resistência à temperatura. Todos esses fatores e sua qualidade superior refletem em seu custo. Adesivos à base de solvente têm um preço mais elevado e requerem uma mão de obra mais especializada.

Além de suas formas, os adesivos podem ser divididos em três categorias:

Permanente: uma vez aplicados e o adesivo ativado, não devem ser mais manipulados. Deve-se ter muito cuidado na hora de aplicar um vinil autoadesivo permanente, pois a aplicação errada pode inutilizar uma grande parte do produto.

Removível: como o próprio nome diz, esse vinil pode ser retirado com facilidade. É mais utilizado no ramo de comunicação visual e não costuma ser indicado para customizações e envelopamentos automotivos.

Reposicionável: favorito dos aplicadores, o adesivo reposicionável leva algumas horas para aderir completamente à superfície, portanto é o melhor durante a aplicação, pois pode ser reposicionado sem afetar o frontal. Alguns utilizam a técnica de aplicação úmida para reposicionar vinis permanentes, mas nessa técnica deve-se remover toda a água debaixo do vinil, ou seja, utilizar uma espátula no vinil por completo e deixar o carro na sombra secando durante pelo menos 48 horas. Caso contrário, há grandes possibilidades de surgirem bolhas e falhas de aplicação.

Alguns produtos da marca Orafol, como o Oracal 970, contam com a tecnologia Rapid Air, um processo patenteado que ajuda no momento da aplicação, evitando a formação de bolhas e melhorando o processo de adesivagem do vinil automotivo.

Silicone

A base de silicone é aplicada sobre o liner, criando uma fina camada que serve para manter o adesivo (cola) no vinil, a fim de impedir que o frontal cole no liner.

No silicone de platina, dois grupos químicos diferentes (um hidreto de silicone e um vinil) reagem na presença da platina, que serve como catalisador. Assim como o vinil, esse filme é resistente a altas temperaturas e tem grande durabilidade.

Liner

A última parte de um adesivo é o liner e, embora seja um material de descarte, é uma das partes mais importantes do vinil autoadesivo. Por quê?

Porque é graças ao liner que você pode retirar seu vinil autoadesivo e aplicá-lo na superfície, uma vez que é o liner que mantém sob controle a estrutura do adesivo (lembre-se: a cola e não o frontal), impedindo-o de absorver substâncias que o comprometam.

Os tipos de liner mais usados em vinis são os de papel com silicone: o tipo mais comum encontrado no mercado. Existe também o papel revestido com silicone, que possui uma laminação sobre o papel que o protege ainda mais da umidade. Em vinis muito sensíveis, como o translúcido ou o de proteção de pintura (PPF), o poliéster mantém a estrutura do vinil com mais precisão.

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Matéria de Sign Supply
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